Muitas pessoas hoje vivem e juram amores eternos que duram dias, semanas, meses... Vivem um relacionamento perecível, e quando este relacionamento finda, chamam aquele que outrora foi "amor da minha vida" de "o falecido". Perdoem-me a presunção, mas eu discordo que essas pessoas conheçam o que é, de fato, o amor.
Lhes direi então, o que EU VEJO como sendo o amor.
O amor é aquele sentimento que te leva a desejar proteger uma pessoa do mal, ainda que o mal seja você mesmo! Quem ama, se importa de tal forma, que coloca o bem do amado sobre vontades e egoísmos próprios.
Amor é aquilo que te mantém ligado a alguém, ainda que a distância e o tempo insistam em se impôr e quando ocorre o reencontro, passaram-se apenas alguns instantes.
Amar é pedir a Deus em orações no meio da noite: "Senhor, faz feliz a essa pessoa! Eu não estou mais ao seu lado, mas me importo tanto quanto quando estivemos nos nossos momentos mais felizes".
Amar não é cobrar, é dar-se.
Essa descrição provavelmente já foi lida em algum lugar antes, mas sejamos sinceros: Sem a hipocrisia que ronda discursos e atitudes por aí, quem DE FATO é capaz de sentir isso?
A resposta é: Alguns, mas estão longe de ser a maioria.
Pouquíssimos são aqueles que estão livres do discurso, ou do pensamento "Se não vai ser comigo, espero que sofra!".
Carinho não é amor. Paixão não é amor. Tesão não é amor. Bem querer não é amor.
O amor é supremo, é soberano, está acima de tudo e de todos!
Permita-se dizer: "Não estamos juntos, mas te amo"; "Me fizeste mal, mas te amo"; "Me queres distante, mas ainda que distante, te amo e te quero bem".
Quando alguém puder dizer isso de coração aberto, e não por interesses egoístas e pessoais, estará perto da compreensão resumida do amor.
- Dih

